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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tema de Missões Mundiais 2011

 Fonte: JMM
O porquê do Tema da Campanha 2011

Nos últimos anos os temas das Campanhas de Missões Mundiais enfatizaram o papel da igreja e dos crentes na obra missionária. Os temas “Igreja de Cristo, Luz para as Nações” (2007), “Chamado de Todos, Missão de Cada Um” (2008), “As Nações Clamam. Então Usa-me, Senhor” (2009) e “Por Cristo Vou Até os Confins da Terra” (2010) tiveram esse objetivo.

Por outro lado, o foco das campanhas mostrava, essencialmente, a questão geográfica dos desafios – Haiti, Chile, Índia, China...

Porém, em 2011 e nos próximos anos, a Junta de Missões Mundiais vai redirecionar a abordagem e voltar a destacar a questão das etnias, com foco nos povos nãoalcançados. Um povo não-alcançado é um grupo para quem o Evangelho de Jesus ainda não chegou ou que a igreja existente em seu meio não tem condições de evangelizá-lo. Há ainda cerca de 2.200 grupos étnicos nessas condições.

Justificativas do tema e objetivos da Campanha

A Campanha deste ano tratará mais especificamente da realidade dos povos islâmicos. Com seu espantoso crescimento, hoje os muçulmanos já são quase 1 bilhão e 600 milhões em todo o mundo; na América Latina e até mesmo no Brasil o número aumenta a cada ano. Precisamos entender quem são os muçulmanos e conhecer a sua religião. Devemos amá-los e empreender todos os esforços para que eles também sejam alcançados pela graça do Pai.

A Junta de Missões Mundiais deseja contribuir para que as igrejas batistas do Brasil entendam o que é o islamismo e tenham uma visão real e sem preconceitos de quem são os muçulmanos. Atualmente, estes têm sido visto por muitos países e sido tratados pela mídia com preconceito e até rejeição.

Queremos, contudo, que os crentes brasileiros percebam as necessidades espirituais dos seguidores do Islã e os vejam como alvos do amor de Deus, por quem Jesus também morreu e que também precisam ser alcançados pela graça do Pai.



Entendendo o cartaz

O tema é um todo - as palavras, as imagens do cartaz e o versículo bíblico. Tudo se junta para formar a ideia e o objetivo da Campanha Missionária.

“Eles”: Refere-se aos povos não-alcançados, os quais estão retratados na identidade visual

“Também”: Expressa condição de equivalência, da mesma forma que, inclusão. Assim, o que se pretende é que as pessoas nas igrejas façam uma reflexão do tipo: “Os outros (Eles) também precisam e têm o direito de conhecer a graça que eu já conheço”.

“Precisam”: Os povos não-alcançados (incluindo os muçulmanos) vão perecer se não conhecerem a Jesus.

“Graça”: Sentimento e ação inexistentes ou não enfatizados nas religiões não-cristãs, inclusive no islamismo. Queremos que os crentes entendam que os povos não-alcançados carecem do favor de Deus e que devemos alcançá-los com essa graça.

“Pai”: Para os muçulmanos Alá é conhecido por 99 adjetivos, menos um: Pai. A ideia é enfatizar esse fato logo no tema e despertar na mente do nosso povo um sentimento positivo em relação a essa realidade.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Opinião de Luiz Fernando Veríssimo sobre o BBB 11



BIG BROTHER BRASIL



(Luiz Fernando Veríssimo)

"Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir."

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Um abismo chama outro abismo
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