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sábado, 17 de dezembro de 2011

NATAL NA FAVELA


Cenário: Um barraco de favela.
Uma adaptação do texto bíblico. Nesta versão Jesus nasce numa a favela.
Os pais voltarão para Belém do Pará...

Aparece um recenseador e bate na frente do barraco:
RECENCEADOR: Ô de casa, é o Censo.
Sai o dono do barraco:
SEU RAIMUNDO: Pode falar. O que o senhor quer?
RECENCEADOR: Eu sou do Censo e estou fazendo uma pesquisa. O senhor pode responder algumas perguntas?
SEU RAIMUNDO: Se não for demorar muito, pode.
RECENCEADOR: Bom, quantas pessoas moram com o senhor?
SEU RAIMUNDO: Moro sozinho.
RECENCEADOR: O senhor trabalha?
SEU RAIMUNDO: Ás vezes. Quando aparece um bico. Emprego mesmo pra valer, faz muito tempo que não tenho.
RECENCEADOR: E o que o senhor fazia quando trabalhava?
SEU RAIMUNDO: Era pedreiro.
RECENCEADOR: É solteiro ou separado?
SEU RAIMUNDO: Ei meu, que papo é esse? Sou é macho!
RECENCEADOR: Não é nada disso senhor. É apenas o questionário.
SEU RAIMUNDO: No momento estou solteiro.
RECENCEADOR: E qual a renda do senhor?
SEU RAIMUNDO: (irritado) Olha aqui, eu já te falei que sou macho! Ta pensando que uso renda é?
RECENCEADOR: Não, pelo amor de Deus, não é isso. É sua renda mensal, quanto o senhor ganha por mês.
SEU RAIMUNDO: Acho bom. Mais ou menos uns R$ 200.00. Quando consigo alugar um quarto extra que tenho aqui atrás do barraco, aumenta um pouco.
RECENCEADOR: E no momento, este quarto está alugado?
SEU RAIMUNDO: Não, ou melhor, tem gente, mas acho que não vão ter como pagar. São uns coitados que chegaram ontem à noite e pediram para ficar aqui. A mulher tá grávida, logo a criança nasce.
RECENCEADOR: O senhor pode chamar alguém deles para mim, por favor?
SEU RAIMUNDO: Espera um pouco.
O homem sai de cena e na sequencia aparece o inquilino:
SEU JOSÉ: Pois não, o senhor chamou?
RECENCEADOR: Sim. Eu estou fazendo o Censo anual e preciso que o senhor responda algumas perguntas. Qual o seu nome?
SEU JOSÉ: Me chamo José Davi.
RECENCEADOR: E o senhor é casado, seu José?
SEU JOSÉ: Sou sim. A minha mulher se chama Maria de Nazaré.
RECENCEADOR: Vocês tem filhos?
SEU JOSÉ: Ainda não. Mas acho que esta noite a criança nasce.
RECENCEADOR: E como vai se chamar?
SEU JOSÉ: Bom, minha mulher, a Maria, teve uns sonhos meio esquisitos, disse que conversou com um anjo e tem certeza que vai nascer um menino homem e vai se chamar Jesus.
RECENCEADOR: Que bonito nome. E vocês vão morar aqui?
SEU JOSÉ: Não senhor. Paramos aqui, porque não encontramos a casa de uns parentes da Maria e o seu Raimundo foi muito bom e nos acolheu. Mas depois que a criança nascer, vamos voltar para nossa terra, Belém no Pará.
RECENCEADOR: Bom, é só isso. Muito obrigado e um bom final de semana.
SEU JOSÉ: Obrigado, mas final de semana ou dia de semana sem emprego e com fome, é um pouco triste. Mas mesmo assim, muito obrigado e igualmente.
RECENCEADOR: Obrigado e até logo.


José e o recenseador saem de cena. Música de fundo e um choro de criança. Jesus nasceu.
Aparecem Maria com Jesus no colo e José ao lado.
Alguns vizinhos vem visitá-lo.
Maria, José e Jesus saem de cena.
Aparece uma senhora elegante, que pergunta a um vizinho:
SENHORA-1: Por favor, a senhora sabe onde por acaso tem alguma criança recém-nascida por aqui?
VIZINHO: Sei sim. Ontem à noite, nasceu um menino aqui neste barraco. Ele se chama Jesus.
SENHORA-1: É que eu trouxe algumas roupas para doar e gostaria de entregá-las. Muito obrigado pela informação.
A senhora bate palmas e sai José:
SEU JOSÉ: Pois não?
SENHORA-1: – Com licença. Me chamo Maria Antônia e resolvi trazer umas roupas de bebê e me indicaram este lugar. Se o senhor não se ofender, gostaria que aceitasse.
SEU JOSÉ: Mas é claro que sim. Pobre orgulhoso, não dá muito certo não. Como a senhora ficou sabendo que aqui tinha criança?
SENHORA-1: Para falar a verdade, vim por instinto. Senti algo de diferente, que me atraia até aqui.
Nisto chegam mais duas senhoras:
SENHORA-2: Com licença. Eu e minha amiga gostaríamos de saber se há algum recém nascido por aqui?
SEU JOSÉ: Tem sim e é meu filho, o Jesus!!! (José responde
todo orgulhoso)
SENHORA-2: Bom, nós temos alguns mantimentos para doar e não sei se o senhor aceita?
SEU JOSÉ: Claro que aceito. Afinal não é sempre que tem gente disposta a ajudar. Mas como vocês nos acharam?
SENHORA-3: Bom, pode parecer um pouco esquisito, mas foi uma espécie de impulso, não sei.
SENHORA-2: É, foi como se uma força nos puxasse até aqui.
SEU JOSÉ: Ô louco! Vocês tem umas conversas estranhas.
SENHORA-3: O senhor trabalha?
SEU JOSÉ: No momento estou desempregado. Tô com fé que logo arranjo um emprego.
SENHORA-3: Pelo que estou vendo, sua criança Já tem roupas e alimentos por um bom tempo. O senhor aceitaria uma pequena quantia de dinheiro para alguma emergência que possa aparecer? Por favor aceite.
SEU JOSÉ: O que é isso senhora. Não precisa se incomodar.
SENHORA-3: Não, não, eu faço questão.
SEU JOSÉ: Já que a senhora insiste. Muito obrigado.
SENHORA-1: Bom, será que poderíamos ver a criança?
SEU JOSÉ: Claro, só um minuto.
As três senhoras esperam e logo aparecem José com Jesus e Maria atrás. As três senhoras se ajoelham e alguns vizinhos próximos também. Maria fala:
MARIA: Eis o Salvador. É Jesus menino que vem nos salvar. Pequeno, pobre e humilde, assim Ele nasceu. E nós, como estamos acolhendo este menino, que nasce e mora nas favelas, nas ruas, nos becos escuros? Será que Ele não está mais perto de nós do que pensamos?

VIRÁ UM SALVADOR


Encontram-se 3 crianças, as duas primeiras vão fazer um relato da história do Salvador.
Desde a promessa após a queda do homem, até a vinda de Jesus na humilde manjedoura.

CRIANÇA 1: Olá! Como você está?
CRIANÇA 2: Eu estou bem, só estava pensando sobre o que é realmente o Natal para nós.
CRIANÇA 1: Quem não conhece a Deus, apenas se esforça para trocar presentes e divertir-se, mas não sabem que é Natal.
CRIANÇA 2: Olhe lá quem está vindo...
CRIANÇA 3: Olá! Como vocês estão?, Vocês parecem preocupados.
CRIANÇA 1: Sim, estávamos falando do grande amor de Deus para a humanidade. Apesar de nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, Ele lhes deu uma grande promessa, de que o Salvador viria.
CRIANÇA 2: Olhe, felizmente trouxe a Bíblia, onde vemos essa grande
promessa. Em Gênesis capítulo 3, versículo 15 nos diz que chegaria um Salvador.
CRIANÇA 3: Que interessante.
CRIANÇA 1: Deus começou a tomar providências, para cumprir sua promessa;
Um dia, um homem, chamado Abraão, recebeu de Deus uma grande notícia.
CRIANÇA 2: Encontramos na Bíblia Sagrada, no Livro de Gênesis capítulo 12
versículo 2 "e farei de ti uma grande nação."
CRIANÇA 3: Mas eu ouvi dizer que ele não tinha filhos e já estava velho.
CRIANÇA 2: Isso que é maravilhoso!.
CRIANÇA 1: Abraão acreditou na promessa de Deus e Deus deu-lhe uma criança chamada de Isaac.
CRIANÇA 2: Em Mateus capítulo 1, versículo 1, em diante, vemos como Deus foi cumprindo sua promessa.
CRIANÇA 3: Como é belo tudo isso, (empolgado)conta mais.
CRIANÇA 1: Os anos se passaram, e um profeta de Deus foi enviado com uma mensagem para Rei Davi.
CRIANÇA 3: E que mensagem era essa?.
CRIANÇA 1: Que seu reino seria para sempre e o seu trono seria eterno; Ou seja da descendência viria o Senhor Jesus, o Rei Eterno.
CRIANÇA 3: Você sabe que essa conversa está ficando cada vez mais
interessante para mim.
CRIANÇA 2: Rei Davi ficou muito feliz ao ouvir essa notícia maravilhosa,
lembrando que ele tinha sido um humilde pastor de ovelhas.
CRIANÇA 1: O tempo passou e Deus estava cumprindo sua promessa, vemos que Deus envia um anjo para uma pequena cidade chamada Nazaré, uma jovem mulher chamada Maria. O anjo anunciou que ela teria um filho chamado Jesus, ela ficou confusa.
CRIANÇA 3: É claro, ela não era casada ainda, como poderia uma criança?.
CRIANÇA 1: O anjo disse-lhe que a criança seria concebido pelo poder do Espírito Santo, ou seja, seria um filho de Deus.
CRIANÇA 3: Então o que aconteceu? É cumprido o que o anjo disse?.
CRIANÇA 2: Sim, a palavra de Deus diz em Mateus capítulo 1 versículo 18 a 24.
CRIANÇA 1: Finalmente vem essa noite especial, quando Deus os fez cumprir essa promessa.
CRIANÇA 3: Que seria a noite mais maravilhosa, eu imagino que estrelas deve ter tido um brilho especial, certo?.
CRIANÇA 2: A palavra do Senhor nos diz em Lucas capítulo 2 versículo 8 a 18, que o primeiro que soube esta grande notícia foi um grupo de humilde pastores, que estavam cuidando seus rebanhos naquela noite. Apareceu-lhes um anjo que deu a notícia, iriam encontrá-lo em uma manjedoura envolto em panos.
CRIANÇA 1: Eles foram e encontraram a criança como o anjo disse-lhes e adoraram o bebê Jesus. Ao deixar aquele lugar contavam o que eles tinham visto e ouvido.
CRIANÇA 2: Então, Deus cumpriu a promessa, ao enviar seu filho como Salvador. É o único caminho para alcançar a salvação.
CRIANÇA 3: Graças a Deus e vocês, porque agora eu entendo a importância do Natal, o maior presente que podemos receber é Salvador Jesus em nossos corações.
CRIANÇA 1: Por que não adoramos o Salvador, como o fizeram os pastores antes de sairmos daqui?
(Cantar um hino de Natal)

UMA FAMÍLIA NO NATAL

A  peça é uma ficção sobre a família dos donos da estalagem onde Jesus nasceu.
Estes passavam por uma grande crise financeira, por conta de um problema de saúde de Mirian, esposa do dono da hospedagem, até que recebem Maria e José, ajudam no parto de Jesus.
Então recebem a visita dos Reis Magos que falam do Salvador Jesus e “pagam” em ouro os serviços prestados pela família.
Personagens: Jacó – O dono da estalagem, Miriam – Sua esposa, Raquel – Filha, Mateus – Filho, Achbed – Primo, Petra – Amiga de Achbed, José, 3 Reis Magos, Hóspedes.
Tempo aproximado: 40 a 50 minutos.

Cenário: Estrebaria com manjedoura no centro.
Ao lado uma sala montada como se fosse de uma casa.
Hino: 555 Oh vinde meninos
MATEUS: Shhhh Silêncio! Nós temos que ficar bem quietos ou Papai e Mamãe vão nos ouvir. Fique bem quietinha para eles não nos verem.
RAQUEL: Onde estamos indo, Mateus?
MATEUS: Nós estamos indo lá na estrebaria.
(Se arrastam pelo chão quando ouve Jacó falando lá de dentro).
JACÓ: Espere um minutinho! (Raquel e Mateus param com medo de terem sido descobertos) Sente aí! (Eles voltam e se sentam no chão, esperando a bronca. Jacó agora fica mais gentil) Agora, Miriam, temos que conversar sobre isso. Não podemos mais enterrar nossas cabeças na areia.
MIRIAM: Tudo bem, Jacó. Então vamos conversar. (Só agora eles surgem no palco).
JACÓ: Eu só quero que você saiba que não precisa ter medo. Eu sempre cuidei dessa família, e não quero parar agora. Tudo vai ficar bem.
MIRIAM: Mas, Jacó, o que vamos fazer?
JACÓ: Eu já cuidei disso. Até a Lua Nova as coisas terão mudado, já tenho um comprador para a estalagem.
MIRIAM: Não Jacó! Você não está falando sério?
JACÓ: Miriam, a estalagem não é a coisa mais importante deste mundo. Você e as crianças são!
MIRIAM: Mas, Jacó, esta estalagem está na sua família há 3 gerações! Quando Raquel e Mateus tiverem idade suficiente, serão 4 gerações! Como você pode pensar em vender?
JACÓ: Miriam, gastamos muito com doença este ano.
MIRIAM: Mas eu estou melhor agora. Eu já posso cozinhar de novo.
JACÓ: Eu sei disso, Miriam, mas nossos fregueses não sabem. Quando eu e as crianças tivemos que cozinhar, você sabe o que aconteceu. Nossa freguesia foi para outras estalagens. Vai levar um tempo para voltarem.
MIRIAM: Mas nós vamos trazê-los de volta, Jacó.
JACÓ: Miriam, você não entendeu.
MIRIAM: Não, eu não entendi. Por que essa pressa toda para vender?
JACÓ: Eu faria de tudo para você melhorar. Você sabe disso, não?
MIRIAM: Claro que sei.
JACÓ: Tive que pegar emprestado algum dinheiro. Pronto falei.
MIRIAM: Ah, não, Jacó! Não me diga que você pegou emprestado de... Achbed!
JACÓ: E de quem mais, Miriam? Ele era a nossa única opção. Ninguém mais podia me emprestar o dinheiro. Eu tentei. Eu tentei todo mundo que pude recorrer antes de ir ao Achbed.
MIRIAM: Ah, Jacó. Você sabe para que ele quer. Ele vai transformá-la em mais um de seus bordéis que só ele chama de estalagens!
JACÓ: Eu sei, mas não tínhamos outro caminho, e eu faria de novo tudo igual para ter você com saúde de novo.
MIRIAM: Eu te amo, Jacó.
JACÓ: Também te amo.
MIRIAM: Eu vou orar ao Deus Eterno para nos ajudar com a estalagem, assim como Ele me salvou da morte.
JACÓ: O que seria um milagre agora.
(Reclinam suas cabeças e começam a orar).
RAQUEL: Você ouviu isso, Mateus?
MATEUS: Claro que sim!
RAQUEL: Temos que fazer alguma coisa. Mas o que é um bordel afinal?
MATEUS: É um lugar onde nossos pais não iriam nem gostariam de fossemos.
RAQUEL: Hummmmm. Tá, O que podemos fazer?
RAQUEL: Bem, podemos começar com os hóspedes que já temos.
MATEUS: Nós só temos 2 e ele só estão aqui para passar a noite. O que poderíamos fazer?
RAQUEL: Nós podemos lhes dar o melhor serviço que eles já viram, talvez assim eles voltem ou digam aos seus amigos sobre nossa estalagem. Amanhã de manhã nós vamos levantar cedo e vamos preparar água morna para eles lavarem o rosto. Vamos preparar o melhor café-da-manhã do mundo, já que a mamãe está cozinhando de novo. Vamos deixar seus animais prontos para que possam viajar, e faremos tudo o mais que pedirem que façamos.
MATEUS: (Já cansado só de ouvir) Tudo isso. Puxa... Mas agora é melhor irmos para a cama, se temos que fazer isso tudo já pela manhã.
Hino: 552 Soam tão meigos os Sinos
JACÓ: Bom dia. Como é bom começar o dia louvando a Deus. Eu vi as crianças logo cedo o que deu nelas.
MIRIAM: Ajudaram os hóspedes. Até ganharam uma moeda a mais de um dos hóspedes.
JACÓ: Que ótimo!
MIRIAM: Sim, mas ela insistiu para ficarmos com ela. Você falou com eles sobre Achbed e a estalagem?
JACÓ: Não! Claro que não! Não quero que eles fiquem preocupados
MIRIAM: Bem, ou eles sabem de alguma coisa, ou nosso milagre está começando a acontecer.
JACÓ: Precisamos de mais do que uma moedinha para o nosso milagre.
MATEUS: Mamãe, Papai! Vocês já sabem da novidade?
JACÓ: Não.
MATEUS: Estão todos comentando! Vai haver um censo! Todas as pessoas da casa de Davi devem vir para Belém para se registrar. Nossa cidade e estalagem vão ficar cheia!!!
(Miriam e Jacó se olham espantados)
MIRIAM: Tem certeza, Mateus?
MATEUS: Tenho. Total certeza!
JACÓ: E quando vai ser?
MATEUS: Daqui a uma semana! Temos que nos preparar. Vou contar para a Raquel! (Sai correndo)
MIRIAM: Jacó! Será esse o nosso milagre!
JACÓ: Pode ajudar, mas... Eu tenho medo que seja um pouco tarde.
(Entra Achbed)
Achbed: Bom dia, prima Jacó. Bom dia, prima Miriam.
JACÓ: Achbed, o que você está fazendo aqui?
Achbed: Agora eu preciso de um motivo para cumprimentar minha prima querida?
MIRIAM: Bom dia, primo Achbed.
Achbed: Melhor assim. Agora, que tal alguns daqueles biscoitos maravilhosos que eu tanto ouvi falar?
JACÓ: Achbed, você não tem o direito...
MIRIAM: (interrompendo) Vou pegar alguns agora mesmo. (Vira-se e coloca alguns em um prato)
JACÓ: Tá legal, primo Achbed. Já tem sua comida, agora tome seu rumo.
Achbed: Mas isto não é uma estalagem? Eu planejava ficar por uns tempos. Você aceita o meu dinheiro em troca de uma cama, ou não?
MIRIAM: É claro, você é bem-vindo para ficar. É o nosso primeiro hóspede hoje.
Achbed: Ah, isto está delicioso. Talvez depois da Lua Nova você queira ficar por perto para continuar a cozinhar para a minha estalagem.
JACÓ: Ainda não é a sua estalagem!
Achbed: Ah, bem... Eu sinto que não sou bem-vindo aqui. (Joga duas moedas na mesa) Acredito que isto cubra a minha refeição. Eu voltarei, prima Jacó, na Lua Nova. (Sai)
Hino: 554 Eis um anjo proclamou
Mirian:(senta) Eu não achei que ficaria tão cansada em minha vida toda, e pensar que devemos fazer isso ainda por mais seis dias até o censo terminar.
JACÓ: Será precisamos de mais alguma coisa.
MIRIAM: Não ta tudo sobre controle. Os meninos já foram para a cama. Será que conseguiremos pagar?
JACÓ: Não. Infelizmente não. Temos bastante, mas não o suficiente. Mas vá descansar eu vou dar uma olhada nos Hospedes e também vou.
MIRIAM: Boa Noite, dorme com Deus.
(José e Maria entram pela frente).
JOSÉ: Mais uma hospedaria. Será que nesta tem lugar.
MARIA: espero que sim. Não agüento mais, parece que o bebe vai nascer.
JOSÉ: Não me espantaria. Depois de tudo o que aconteceu. Primeiro o anjo anunciando a você, depois aparecendo para mim, aos primos Zacarias e Isabel. Tudo isto é muito interessante.
JACÓ: Você também. (Jacó se prepara para sair e ouve.)
JOSÉ: O de casa. Tem alguém ai.
JACÓ: (sai)
JOSÉ: Desculpe a hora.
JACÓ: Tudo bem. Em que posso servi-lo?
JOSÉ: Senhor, minha esposa e eu precisamos de um lugar para passar a noite.
JACÓ: Eu ficaria muito feliz em atendê-lo, mas eu não tenho mais espaço. Não temos nem um único centímetro desocupado para esta noite ou mesmo para o resto da semana.
JOSÉ: Mas..., minha esposa está a ponto de dar a luz. Pelo menos um lugar para ela.
JACÓ: Não há mais nenhum lugar nesta cidade para acomodá-los nesta semana. Pensando bem... eu tenho um lugar para vocês.
JOSÉ: E onde é este lugar?
JACÓ: Fico até envergonhado de sugerir isto, mas... nós temos um estábulo.
JOSÉ: Um estábulo?!?
JACÓ: é só o que tenho.
MARIA: José, pelo menos teremos um lugar para se proteger.
JOSÉ: Ficaremos felizes por termos um lugar e alguma privacidade. Muito obrigado.
JACÓ: O que mais posso fazer é pedir para minha esposa preparar-lhes algo para comer.
MARIA: Agradeço muito.
(Jacó entra.)
JOSÉ: Vamos Maria, por aqui (a ajuda)
MIRIAM: (aparece com uma cesta de comida) Aqui uma alimentação para vocês e se precisarem de ajuda é só chamar.
MARIA: Sim. Obrigado.
(Todos saem, silêncio, vídeo nascimento de Cristo)
JOSÉ: Ajude-me meu filho nasceu, nasceu me ajudem (gritando)
MIRIAM: (sai correndo da casa): O que? Nasceu? Raquel venha aqui ajudar. (Raquel sai)
Hino: 571 Num berço de Palhas dormia...
PASTOR 2: Que bagunça está esta cidade nos últimos dias.
PASTOR 2: E vai continuar assim.
PASTOR 3: Tem muita gente na cidade.
PASTOR 2: este recenseamento é uma confusão para muitos.
PASTOR 2: Mas uma benção para outros, como a família do Jacó.
PASTOR 2: Tomara que salvem a estalagem das mãos daquele primo maluco.
PASTOR 3: Escutem um barulho. Escutem...
PASTOR 2: O que é isso????
Hino: 557(anjos santos a cantar)
(enquanto a congregação canta os pastores ficam olhando assustados para todos. Combinar com alguém na platéia para a frase seguinte)
ANJO: Não tenham medo somos anjos do senhor e anunciamos para ir até Belém encontrareis um menino envolto em faixas e deitado em uma manjedoura.
PASTOR 3: Quantos anjos...
PASTOR 2: Vamos para lá!
Hino: 547 Quero ir com os pastores.
PASTOR 2: Mas é a estrebaria da estalagem do Jacó. Que milagre.
PASTOR 2: Vejam é a Miriam.
MIRIAM: Pastores? O que fazem aqui.
PASTOR 2: Anjos apareceram e anunciaram o nascimento da criança.
MIRIAM: Anjos? Que coisa. Os pais e a criança estão ali.
(pastores, se colocam ao lado do menino, dormem). (Raquel e Miriam dormem mais ao lado).
JACÓ: (Sai da casa) Miriam, Raquel, acordem vocês passaram a noite aqui.
MIRIAM: A é! (acordando) Preciso fazer o café da manhã.
JACÓ: Não se preocupe Mateus está fazendo e vamos servi-lo vocês vão dormir. Pastores, entrem e tomem café conosco. E vocês arrumem suas coisas e entrem, arrumamos um lugar para vocês.
JOSÉ: Não estava lotado?
JACÓ: ficaram no meu quarto. Precisam descansar...
JOSÉ: Obrigado.
MARIA: Que Deus os abençoe. (todos entram)
Hino: 564 Três reis magos do oriente.
(Sentados José, Maria e o Menino, Jacó e Miriam)
JOSÉ: Quase uma semana e parece que tudo aconteceu ontem.
PASTOR 2: (Chegam todos, vêem a criança, se cumprimentam) E como estão?
JOSÉ: Estávamos falando disso agora.
PASTOR 2: Anjos cantando, aquilo foi demais.
MARIA: A história desta criança precisa ser guardada em nossos corações.
PASTOR 2: O que mais poderá acontecer?
JACÓ: Não sei só sei que amanhã terei que entregar a estalagem para o Arched.
MARIA: Que pena iríamos espalhar como você são bons aos hospedes.
MIRIAM: É mais infelizmente, acho que tudo está acabado. Precisaríamos mais um milagre.
JOSÉ: diante de tantos pode ser que se tenha mais um. A família de vocês é maravilhosa.
JACÓ: Mesmo tendo um traidor na família é uma bênção de Deus.
JOSÉ: Todas tem um... Todas (riem)
(bate a porta)
JACÓ: (Se levantando) Só um minuto. Só um minuto. (Abre a porta)
REI 1: Boa noite, senhor. Procuramos pelo dono desta estalagem.
JACÓ: Sou eu mesmo, senhor, em que posso ajuda-lo.
REI 2: Viemos a procura de um recém-nascido para adorá-lo. Não teve um assim nos últimos dias?
JACÓ: Sim, mas como sabiam.
REI 1: Seguimos sua estrela e ela parou sobre sua estalagem.
JACÓ: Anjos, agora estrelas (espantados)... Entrem. Ali estão eles.
REI 2: É ele o rei que deveria nascer. (ajoelham-se)
JACÓ: Anjos, estrelas, rei? Eu hein! (sai Jacó, Miriam, pastores com ele)
REI 1: Trouxemos presentes para vocês.
REI 2: Sim ouro, incenso e mirra.
REI 1: Presentes para um rei, um soberano.
REI 2: Estão sobre os camelos venham conosco até o estábulo.
(Saem e vão até a manjedoura)
MARIA: Aqui me traz boas lembranças.
JOSÉ: é foi aqui que o menino nasceu.
REI 1: Aqui?
REI 2: Como foi.
JOSÉ: Pastores, Jacó, Miriam, Mateus Raquel, venham aqui.
MARIA: Eu fiquei aqui, coloquei o menino ali...
(entra Archbed batendo palmas)
ARCHBED: Que cena linda, mãe mostrando como o filho nasceu na estrebaria. Estou espantado contigo prima. Todo família e aluga até a estrebaria.
JACÓ: Não e nada disto, estávamos cheios e nem vou cobrar a noite que passaram aqui.
ARCHBED: Cheia. Muito bom. Agora será minha. Hehehe. Que bom que está cheia. Chegou o dia meu prima, amanhã é minha esta estalagem. Ou conseguiu o dinheiro?
JACÓ: Infelizmente não, amanhã a estalagem é sua.
ARCHBED: Volto amanhã então... (vira e sai devagar com cara de felicidade)
REI 1: Moço (chama José em um canto), eis um dos presentes que demos ao seu filho. Vem mais de onde tirei este.
(José abre a sacola olha assutado).
JOSÉ: Um minuto só. Jacó, eu ainda não acertei minha estadia.
JACÓ: Não José, vocês são meu convidados, não devem nada.
JOSÉ: Faço questão. Tome aqui o pagamento e uma gorjeta pela ajuda.
JACÓ: (abre a sacola) O que? Muito obrigado. Archebed, só um minuto, toma aqui o seu pagamento.
ARCHBED: O que? Como? Quando?
JACÓ: A minha família foi abençoada com a presença de Deus, não só da maneira material, mas também no amor que sentimos e a amizade que temos, e principalmente na salvação que recebemos.
REI 2: (para Maria) Mas... o que mesmo você estava contando?
MARIA: Eu fiquei aqui, José ali, os pastores vieram de lá, eles ficaram ali (marca o lugar de todos). Como está noite foi de alegria. Foi uma Noite Feliz.
Hino: 565 Noite feliz.

O número dos hinos é do Hinario Luterano

sábado, 3 de dezembro de 2011

HAVERÁ NATAL PARA O ZÉ ?


Zé, sem família, sem ninguém... vê a euforia da época natalina. Terá ele um natal? Que será o natal?
Baseada na peça "Haverá Natal para o Zé?" de autor desconhecido, com adaptações de falas e personagens. A cena 4 baseada em um episódio da série de televisão americana "The Big Bang Theory"Adaptada por: Miguel dos Anjos, formatação de texto: Sadraque Régis


Versículo chave: "Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade." 1 João 3:18

ATO I
CENA 1
Narrador começa a falar enquanto Zé caminha triste e devagar entre algumas pessoas estendendo a mão pedindo algum trocado.
NARRADOR:
Desde criança que o Zé ganhou as ruas. No começo chegou a engraxar sapatos para conseguir algum dinheiro, até que um dia roubaram seu material de engraxate e até hoje ele nunca mais exerceu algum ofício a não ser estender as mãos às pessoas que passam por ele diariamente apressadas e quase nunca o olham ou lhe dão importância. Todo fim de ano Zé vê as ruas e as lojas se enfeitarem com luzes coloridas, sinos, árvores enfeitadas, papais Noeis e coisas que imitam a neve por todo o canto, embalados por belas músicas natalinas. Zé um dia ouviu falar no Natal, não entendeu muito bem o que era... Essa podia ser uma época especial para todos, menos para o Zé.
Afinal sua fome não mudava. Zé mora num barraco, é analfabeto, não tem amigos, e hoje deseja descobrir o que é Natal.
Zé caminha e ouve
CAMELÔ: (Gritando de seu banco) Olha a boneca que chora, dá risada, chupa dedo e anda! Olha o rádio que pisca e solta faísca é 10 real. Olha o Papai Noel que canta, um é 3, dois é 5. Vamos comprar que o Natal tá chegando...
CRIANÇA: Mãe, compra esse Papai Noel que canta?
MÃE: Mas eu já comprei brinquedo pra pra você ontem!
CRIANÇA: Mas aquele carrinho nem canta! Compra?
MÃE: Eu não tenho dinheiro, já gastei ontem e tenho que comprar uma camisa para você usar na noite de ano.
CRIANÇA: (irritada, batendo o pé no chão) Mas eu quero esse Papai Noel que canta, porque o carrinho que a senhora comprou ontem não canta!
MÃE: Já testou ligar o rádio lá em casa? Ele também canta!
CRIANÇA: Mas ele não canta a musica que o papai noel canta. Eu quero esse papai noel que canta Jingle Bell pra eu mostrar pro Daniel!
MÃE: Tá, tá, tá bom! vou gastar o resto que tenho, mas você vai usar a mesma camisa do Natal no Ano Novo também, tá ouvindo?
Mãe e criança se dirigem ao camelô para comprar o objeto, enquanto Zé começa a falar
ZÉ: Será que já ganhei presentes? Ah, as moedas que alguns me dão é presente? Já ganhei alguns cobertores e roupas velhas também. Ah, já cheguei a ganhar uma sacola de comidas, alguns cobertores... Mas só me deram porque estavam com pena de mim! Presentes mesmo acho que nunca ganhei. Natal deve ser isso, mas eu não posso comprar presentes, então não tenho Natal.
Zé segue andando
NARRADOR: Coitado do Zé. Não sabe o que é Natal. Mas ainda está à procura do que é. Quem sabe ele consegue descobrir agora.

CENA 2
HOMEM BEM ARRUMADO (Conversam com alegria e entusiasmo) Pedro, meu amigo! Estou indo para o shopping agora encontrar meus amigos para fazermos as trocas de presentes do nosso Amigo Secreto. Depois vamos para uma festa na casa da Ana. Me diga se essa roupa caiu bem em mim!
AMIGO: (Falando com entusiasmo) Fechou com a minha cara! Vai arrasar com essa roupa, pode crer.
HOMEM BEM ARRUMADO Vou comemorar esse Natal tomando champanhe e tudo o que tenho direito.
AMIGO: Então feliz Natal, aproveita!
E seguem cada um em uma direção, se retirando da cena.
ZÉ: Ah, agora acho que entendi. Natal é festa, é por isso que enfeitam tanto as ruas e as lojas. Isso mesmo, na véspera do feriado vejo muito movimento nos supermercados, todos preocupados em prepararem suas festas. Mas eu não posso dar festas e nunca fui convidado para nenhuma, então não posso ter Natal.
E segue andando.

CENA 3
Maria e Ceça falam como que gritando, cada uma de sua casa, concentradas fazendo algum serviço doméstico.
MARIA: Bom dia dona Ceça!
DONA CEÇA:  Bom dia comadre, vi seu marido carregando um bujão ontem, já secou o daí foi? Mas num durou nem um mês?
MARIA: Oxe, e num foi! Cozinhei muito, virei até o bujão de cabeça pra baixo pra aproveitar o restinho pra ver se terminava os doces ontem.
DONA CEÇA: Pois eu também tenho trabalhado duro no fogão. Amanhã vem os filhos, as noras e a pirraiada toda pra cá.
MARIA: Sebastiana vem também? E ela não estava doente?
DONA CEÇA: Mas pra comer de graça na casa dos outros num tem doente que não se cure! O que você preparou aí?
MARIA: Fiz cuca, bolo merengue, bolachinha, peru e torta de chocolate. E você o que fez?
DONA CEÇA: Fiz rocambole, pão-de-ló, cuca da vovó, doce chinês, doce-de-leite, peru, e pernil. Daqui a pouco é meu bujão que vai secar.
MARIA:  Mas é bom fazer de tudo um pouco para comemorar o Natal. Vou começar a preparar um panetone pra inaugurar o bujão novo!
ZÉ:  Agora eu sei, sem dúvida, que Natal deve ser bolo, cuca, peru, doces, enfim, muita comida. Eu não tenho boa comida, então eu não tenho  Natal! Acho que vou embora se não minha fome aumenta aqui ouvindo essas coisas.
Segue andando.


CENA 4
Mulher arrumando a árvore de natal, enquanto Mário está enfiado nos livros no início da cena.
MULHER: Eu adoro decorar arvores de Natal, me faz sentir uma menininha de novo! Mário, não quer nos ajudar com a árvore? Que enfeite quer colocar?
MÁRIO: (Tira o rosto do livro, olha para a mulher, pondera um pouco e começa a falar) Não quero, mas se você faz questão eu peço que você inclua isto. (Mário pega o objeto pequeno pendurado numa argola, indicando o busto de Isaac Newton)
MULHER:  Que que é isso?
MÁRIO: Você está brincando, não está? É um busto de sir. Isaac Newton!
MULHER: (Falando com ar de desprezo) Ah claro, claro! Muito natalino!
MÁRIO: Espere aí, me desculpe mas ele é muito mais natalino que qualquer coisa que você pôs na árvore. Sir. Isaac Newton nasceu em 25 de dezembro de 1642 do calendário juliano.
MULHER:  (Com ironia) Feliz Newtonal a todos!
HOMEM: Eu sinto que isso não foi sincero, embora eu não saiba por quê.
MULHER:  Não, tudo bem. O sir Isaac Newton pode ficar aqui perto da bengalinha.
HOMEM: Não, sir Isaac Newton vai para o topo da árvore!
MULHER:  Não, não vai.
HOMEM: Já entendi, você discute o fato de que Newton inventou o cálculo infinitesimal e quer colocar Gottfried Leibniz no topo da árvore!
MULHER:  Ah cale a boca com essas suas teorias porque precisamos terminar essa árvore logo, ainda temos o restante das bengalinhas, os sinos, as bolas amarelas. Pega aquela caixa de estrelas ali...
ZÉ:  Bem, acho que agora estou conseguindo ligar as coisas. Tem gente fazendo compras de Natal, outras se arrumando, outras preparando comida e agora enfeitando a árvore de natal. Mas isso tudo vai onde, como e quando?
NARRADOR:  Pobre do Zé... ainda não conseguiu descobrir o que é Natal. Zé não recebe presentes, não é convidado para festas, não tem boa comida e talvez jamais verá uma árvore de natal no seu barraco. Está triste e desanimado sem saber o sentido do Natal.



CENA 5

Entra em cena um grupo de cinco a seis jovens, entre eles Luma. Os jovens se posicionam em círculo e fazem gestos indicando que estão  conversando animadamente. Luma percebe Zé triste e solitário, com um gesto aparenta pedir licença e se afasta do grupo de amigos indo em  direção a Zé.
LUMA:  (Luma se aproxima devagar falando com Zé, que quando começa a ouvir sua voz se vira lentamente para trás e vê Luma.) Olá, quem é você? Por que está tão triste em dia de Natal?
ZÉ:  (Falando pausadamente) Não tenho alegrias, não tenho nada de Natal, não tenho amigos...
LUMA:  Eu posso ser sua amiga se você quiser, e você pode passar o Natal comigo.
ZÉ:  O Natal... Mas o que é Natal?
LUMA: Natal é nascimento de Cristo.
ZÉ: Mas os presentes, festas, comidas, árvores enfeitadas...
LUMA:  Na minha casa também há presentes, festa, comidas e árvore de natal por ser tradição. Mas o mais importante é não se esquecer o verdadeiro sentido desta época do ano. Não esquecer que Jesus veio ao mundo para cumprir uma missão especial e escrever a mais linda história de amor da humanidade, pagando o preço pelos nossos pecados.
ZÉ: Ninguém nunca me deu tanta atenção assim antes.
LUMA: Mas aquele que diz que diz estar com Cristo e não ama a seu irmão, na verdade está em trevas. (pausa) Se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós. Venha, vamos festejar o nascimento de Cristo conosco!
O narrador encerra enquanto Zé e Luma permanecem abraçados.
NARRADOR:  Que bom que Zé descobriu qual é o sentido do Natal, e enfim, encontrou alguém que lhe deu atenção e carinho! Que não amemos as pessoas apenas em palavras, mas em atitudes.

De quem é o Natal ?



Jesus, o Papai Noel e as crianças, já imaginou este encontro? Pois o autor da peça imaginou, e criou esta história;
De Quem É O Natal?
Personagens:
Papai Noel ( vestido a caráter )
Jesus
Algumas Crianças ( umas 8,10; entre 6 e 10 anos )
Narrador ( a )
Jesus entra acompanhado de algumas crianças que proclamam o seu nome.
Algumas das crianças dizem ( uma de cada vez ):
Jesus, Jesus, filho de Davi.
É Jesus o nosso Salvador.
Hoje é natal, dia do nascimento de Jesus.
Ele é nosso Rei.
NARRADOR: Há alguns milênios atrás, numa noite de natal, nascia o menino Jesus, aquele a quem Deus fez descer do céu e se fazer homem para morrer pelos nosso pecados. Através do seu sacrifício na cruz do calvário nós temos a vida eterna.
CRIANÇAS:
Jesus, Jesus, filho de Davi.
Jesus, nosso salvador.
Então entra o Papai Noel tocando seu sino:
Ouhh Ouhh Ouhh...
UMA DAS CRIANÇAS GRITA: É o papai Noel, é o papai Noel !
Então as criança correm até o Papai Noel.
UMA DAS CRIANÇAS DIZ: Mas Jesus é o papai do céu !
PAPAI NOEL: Mas eu posso lhes dar presentes.
UMA CRIANÇA: Eu quero uma bicicleta.
PAPAI NOEL: Hoje é o meu dia crianças e de vocês são os meus presentes.
JESUS: Todos os dias são meus dias crianças e de vocês são o meu reino !
PAPAI NOEL ( sorridente ): Crianças, eu posso lhes dar uma linda casa.
JESUS: E eu posso lhes abrigar debaixo das minhas asas.
PAPAI NOEL: Eu posso lhes dar uma televisão.
JESUS: E eu posso lhes mostrar coisas grandes e ocultas que não sabeis.
PAPAI NOEL: Eu posso lhes dar um lindo sofá
JESUS: Mas só eu posso lhes dar o descanso.
PAPAI NOEL ( vai se irritando ): Eu posso lhes dar comida !
JESUS: Mas eu sou o pão da vida.
PAPAI NOEL: ( cada vez mais irritado e olhando firme para Jesus ): Eu posso lhes dar uma piscina.
JESUS: Mas Mas eu posso lhes fazer nadar pelo rio das águas que saem do trono de Deus.
PAPAI NOEL: Eu posso lhes dar diversos brinquedos.
JESUS: Mas somente eu posso dar a verdadeira alegria.
PAPAI NOEL: Eu viajei do Polo Norte até aqui, só por causa de vocês.
JESUS: E eu apanhei, fui crucificado e morto pensando em vocês.
PAPAI NOEL ( vai se entristecendo, no fundo reconhecendo que só Jesus é o Senhor ): Eu posso lhes dar a roupa de um super-herói
JESUS: E eu posso dar-lhes a armadura de Deus.
PAPAI NOEL:( quase que chorando ) Mas eu posso levá-los para a Disney.
JESUS: Mas só através de mim vocês podem ir para o céu e Ter a vida eterna.
UMA DAS CRIANÇAS: Desculpe papai Noel mas eu preciso de Jesus ( então corre até Jesus )
OUTRA CRIANÇA: Eu também preciso dele, desculpe-me ( então corre até Jesus ).
OUTRA CRIANÇA: Desculpe-me papai Noel, mas...
Então todas vão até Jesus.
JESUS: Aquele que não for como uma criança, jamais herdará o Reino dos céus.
PAPAI NOEL: (diz para Jesus)
Devo reconhecer que por mais que eu faça, jamais darei a qualquer criança, a alegria que tu podes dar.
Posso ir contigo também ?
JESUS: Mas é claro !
Então começam a se retirar e antes de sair o papai Noel diz para o público:
Natal não significa peru, presentes e nem árvores enfeitadas, natal quer dizer que nasceu aquele que pode nos dar a vida eterna.
Então saem.
Fim.
( Especial para a noite de Natal, pode ser apresentado no templo da igreja ).
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

LIÇÃO DO PRESÉPIO

Na época que são montados presépios, pastores, estrelas, José, Maria, anjos, estrelas... Ah, quase esqueço, o MENINO JESUS.

A peça conta a "função" de cada símbolo...

Cenário: uma estrebaria.
CRIANÇA: (entra carregando uma caixa)Hoje tirei o dia para arrumar o meu presépio. O tempo está passando e o Natal está ai! Tem tantas coisa que quero colocar em meu presépio este ano, como em todos anos eu faço, lembrar o nascimento de Cristo é muito bom e até divertido. No meu presépio tem Maria e José.( entra Maria e José).
MARIA: que bom fazer parte deste presépio, ainda me lembra da alegria que senti quando o anjo me anunciou que fui a escolhida por Deus para que seu filho viesse ao mundo.
JOSÉ: Realmente é muito bom, e falando em lembranças, lembro do sufoco que passamos antes do nascimento, e como não havia lugar para ficarmos.
MARIA: pois é, eu já estava para dar a luz e as hospedarias todas lotadas, acabamos ficando em uma estrebaria.
JOSÉ: e ali naquele lugar entre os animais o filho de Deus nasceu. Humilde para nos dar a maior de todas as alegrias a salvação. Nós vamos nos sentar em nosso lugar no presépio.
CRIANÇA: Olha o que eu achei (entram os pastores). Eu nem lembrava mais destes pastores.
PASTOR 1: Como não lembrava mais, tivemos uma participação importantíssima na noite de Natal.
PASTOR 2: fomos nós os primeiros a visitar o filho de Deus.
PASTOR 1: e fomos nós os primeiros seres humanos a contar sobre o nascimento de Jesus, quando voltávamos da estrebaria.
PASTOR 2: sem esquecer da bela visão que tivemos dos anjos anunciando o nascimento. Assim sendo, vamos tomar nossos lugares na estrebaria.(sentam do lado direito)
CRIANÇA: quem mais está aqui? (Entram os reis Magos)
REI 1: somos nós os reis magos, que viemos desde o Oriente para presentear e adorar o menino.
REI 2: viajamos muito, mas valeu a pena, a alegria de conhecer o salvador da humanidade retribuiu nossa viagem.
REI 3: Oferecemos a ele ouro, insenso e mirra (perfume). Assim queremos nosso lugar no presépio. (sentam do lado esquerdo)
CRIANÇA: Mas sabem eu queria tirar alguma coisa do presépio este ano, algumas coisas. Neste Natal, acho que vou colocar menos coisas no presépio. Acredito que ficará bem mais barato. No ano passado coloquei coisas demais! Acho que vou tirar as estrelinhas. (Nisso entra as estrelinhas e a criança diz)
ESTRELINHA 1: Espere lá .... Eu não sou uma estrelinha qualquer. Sou a estrela dos reis magos! Não me diga que você vai me tirar este ano do presépio! Sou importantíssima! Basta dizer que fui eu quem embelezou o noite do nascimento de Jesus?
ESTRELINHA 2: E depois, não foi só isso... Quem guiou os reis magos, lá do Oriente até Belém? E olhe: eles me seguiram direitinho até a estrebaria onde Jesus estava! Acho que o presépio não pode passar sem mim!
ESTRELINHA 3: Como você pode sequer pensar em nos tirar, nós lembramos a noite de Natal com nossas luzes que brilham sem parar. Não podemos ficar.
(A estrelinha ficam do lado da criança.)
CRIANÇA: Então vou tirar os sinos! ( entram os sinos)
SINO 1: O que? Eu que anunciei festivo o nascimento de Jesus. Até hoje, no Natal, toco alegremente em todas as igrejas, anunciando que Jesus nasceu novamente em cada coração
SINO 2: É mesmo, os sinos não podem ficar de fora. Nós agradamos ao bom Deus com o nosso sinal, porque nossa voz se ouve em todas as partes do mundo. É como se os corações de todas as pessoas cantassem conosco um cântico de louvor a Deus.
(O sino fica junto da estrela)
CRIANÇA: então eu vou tirar os anjos. (entram os anjos)
PRIMEIRO ANJO: Como assim? Nós somos da corte celeste. Representamos a alegria que houve no céu quando nasceu o Salvador. Viemos adorar a Jesus, o Deus feito gente. O nosso cântico é repetido todos os dias, a todos os momentos, em todos os lugares e em todos os cultos que são celebrados a Deus neste mundo.
Todos os anjos juntos: “Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre as pessoas a quem Deus quer bem”.
SEGUNDO ANJO: Nós dissemos aos pastores onde deveriam encontrar a Jesus, e dissemos a eles que o menino é o prometido ao Salvador do mundo. Jesus Cristo é aquele que salva a humanidade e nós os anjos anunciamos.
TERCEIRO ANJO: Como pode nos tirar do presépio já que fomos nós os primeiros a anunciar o nascimento de Cristo. Você pode deixar qualquer um de fora menos os anjos. E além do mais somos tão bonitinhos.
CRIANÇA: Eu não sei o que fazer. Eu precisaria deixar algo de fora. Acho que vou deixar o menino Jesus.
TODOS JUNTOS: Não faça isso.
ESTRELA: Você pode me deixar de fora, mas não faça como fazem tantas pessoas que colocam tudo menos Jesus em seu Natal
Sinos: Pode nos deixar de fora.
SINO 1: Sem Jesus não temos por quem badalar de felicidade.
SINO 2: Sem Jesus ficaremos mudos.
CRIANÇA: (tristonha) Eu não sei o que fazer diante de vocês. Estou vendo, em tudo isso, que sou a que menos tem agradado a Jesus. Vocês todos fizeram tanta coisa por ele... e eu, faço umas bobagens que entristecem bastante a Jesus. Estou muito triste! Até acho que não mereço preparar o presépio de Jesus!
ESTRELINHA 4: Não pense assim, Sabe que, de todos nós, você é a mais feliz?
CRIANÇA: (Espantada) Por que, estrelinha?
ESTRELINHA 4: Porque você tem uma alma, tem inteligência e a sua vontade é livre! Você pode escolher entre o bem e o mal! Tudo quanto fizer de bom é por vontade própria. Existe coisa que agrade mais a Jesus do que isso?
CRIANÇA: É verdade! Eu sinto que, se quisesse mesmo, de verdade, eu poderia ser bem melhor do que sou....Porém, com a ajuda e a graça de Deus, vou vencer os meus defeitos e ser muito boazinha!...
SEGUNDO ANJO: E você sabe que nós, anjinhos, até temos inveja de você?
CRIANÇA: (Espantada) Anjinho! Por que?
SEGUNDO ANJO: Porque os anjos não podem, como você, falar a todas as pessoas de Jesus. E com ele unir-se a todas as pessoas em comunhão. Você pode desejar maior felicidade do que essa?
ESTRELA 1: Como a estrela você pode anunciar também o nascimento de Jesus e guiar as outras crianças até a manjedoura de Belém, ensinando-as a amarem o nosso Senhor!
SINO 3: Como eu, você também pode elevar para o alto sua prece, que é mais agradável a Deus do que a voz do sino!
PRIMEIRO ANJO: E a sua vida pode ser, inteirinha, um cântico de louvor a Deus: fazendo como Jesus ensinou, cumprindo todos os dias a sua vontade e amando-o de todo o seu coração.
CRIANÇA: (pensativa) É... pensando bem, acho que vocês tem razão. Gostei muito dessa nossa conversa.... Porque me fez compreender muitas coisas.... Agora, sei como preparar o meu presépio.
Todos os outros juntos: (curiosos) Como é... nós vamos estar no presépio?
CRIANÇA: (sorrindo) Sim, meus amiguinhos. Vou colocar vocês todos no meu presépio. Mas principalmente vou colocar o menino Jesus. (Tira uma boneca da caixa e coloca na manjedoura do presépio.)
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