quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Surpresa




Numa casa simples, de um lar cristão, mãe e filhos preparam uma surpresa para o pai.
O pai chega cansado do trabalho e os filhos estão escondidos.
Homenagem ao pai.

A SURPRESA

(Peça em 1 ato)
PERSONAGENS:
ROBERTO, o pai ;
SARA, esposa de Roberto ;
DIOGO, RODRIGO, FERNANDA, LUCIANA, filhos do casal;
OBSERVAÇÃO- A idade dos filhos variará de crianças a adolescentes, dependendo da direção da escolha de cena.
CENÁRIO- Uma sala bem simples de residência.
INDUMENTÁRIA- Roberto e Sara usarão roupas bastante simples, de gente pobre, da época atual. Os filhos entrarão com túnicas e mantos, arrumados de modo bem criativo, porém utilizando tecidos simples. Uma outra ideia é a utilização de papel crepom. Sara entra em cena e olha para o público como se estivesse olhando para uma estrada ao longe.
VOZ DE DIOGO:( de dentro) - Mãe, ele já vem?
SARA: Não, ainda não. Mas fique quietinho, sim?
VOZ DE FERNANDA: (de dentro)- Estou muito nervosa, mãe!... Não sei se o meu manto ficou legal...
SARA: (continuando a olhar a estrada) Ai, ai, ai! Fique calma, Fernanda! Pronto, lá vem ele. Fiquem bem quietos, hein?
ROBERTO: (chegando pela porta que dá para a rua, beija a esposa no rosto) Tudo bem? Mas que silêncio é este? Onde estão as crianças?
SARA: (escondendo um sorriso) As crianças? Ah! Sim... Será que elas estão dormindo?
ROBERTO: (sentando-se) Estou mesmo muito cansado. O serviço está aumentando cada vez mais na fábrica. Imagine trabalhar em dia de sábado até esta hora!
SARA: Ainda bem que amanhã poderá descansar...
ROBERTO: Que nada, preciso acordar cedo, pois não podemos perder a Escola Dominical.
SARA: É mesmo. E amanhã é um dia especial.
ROBERTO: Especial?
SARA: Sim, o Dia dos Pais. Esqueceu?
ROBERTO: É mesmo! (levanta-se, preocupado) Mas as crianças estão mesmo dormindo ?...
SARA: Não. É que prepararam uma surpresa para você.
ROBERTO: Surpresa? (sem jeito) Mas que ideia...
SARA: (chama) Crianças está na hora! (Entram todos, vestindo cada um a personagem que ensaiara)
TODOS- É pra você, papai esta representação. O presente mais bonito, porque vem do coração.
LUCIANA: Eu quero ser como Lídia, que, tendo aceitado Jesus, colocou sua casa e a vida a serviço do Mestre.
RODRIGO: Quero ter sempre a coragem de Paulo, que jamais deixou de anunciar as boas-novas de salvação.
FERNANDA: Para com todo o desejo ter um amor como o de Dorcas, que, com os pobres, tanto se preocupava.
DIOGO: Estudar sempre, papai, é o que eu mais quero; para assim, como Moisés, ficar bem preparado para o que Deus determinar.
TODOS: E feliz Dia dos Pais, papai querido!
LUCIANA: Desculpe se não temos presentes embrulhados em fita e papel.
RODRIGO: O que temos, é nosso desejo sincero de sermos sempre bons filhos.
FERNANDA: E cristãos de verdade!
DIOGO: Tão fiéis e corajosos como aqueles de que fala a Palavra de Deus.
TODOS:E que Deus o abençoe, papai! (Roberto e Sara aplaudem, emocionados)
ROBERTO: Muito obrigado, filhos. Nenhum presente, por mais caro que fosse, teria tanto valor como este. Espero que nunca esqueçam este dia e que possam lembrá-lo sempre, por toda a vida...
LUCIANA: Lembrar a dedicação de Lídia,
RODRIGO: a coragem de Paulo,
FERNANDA: um amor como o de Dorcas,
DIOGO: a determinação de Moisés.
SARA: (para o esposo) Gostou da surpresa?
ROBERTO: Muito. Estou feliz por vocês, meus filhos.
SARA: E nós por você, querido. Feliz Dia dos Pais!
TODOS: sorrindo, dirigindo-se ao público- Feliz Dia dos Pais!
(Terminando, cantam alegremente um hino apropriado ao dia).
Dramatizações extraídas de: RESENDE, Maria José. Jograis e representações evangélicas. 15. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, vol. 2.

sábado, 17 de dezembro de 2011

ENTRE DOIS LADRÕES



3 criminosos (um deles Barrabás) discutem suas chances de serem perdoados de sua punição na cruz.
Personagens
Zacarias, Simão, Barrabás E Guarda

Script
GUARDA: Não se acomodem muito. Volto logo para pegá-los.
ZACARIAS: Se eu tivesse uma faca...
SIMÃO: O quê? Se tivesse o quê? Admita Zacarias, este é o fim.
ZACARIAS: Não necessariamente.
SIMÃO: Você tem um plano?
ZACARIAS: Bem que eu queria. Eu tenho uma esperança. Todo ano no Pessach, Pilatos liberta um dos prisioneiros.
BARRABÁS: Isso é uma bobagem.
SIMÃO: Tem mais alguém aqui conosco!
BARRABÁS: Acho que vocês dois são mesmo bem perigosos. Nem mesmo checaram a cela para saber se estavam sozinhos. Nem se incomodaram em saber para quem estão dando as costas.
ZACARIAS: E você seria quem? Nós estamos aqui por roubar dos romanos.
SIMÃO: Zacarias, eu acho...
ZACARIAS: Cale a boca, Simão.
BARRABÁS: O que faz você pensar que as pessoas vão clamar para libertá-lo? Quem se importa com uma dupla de ladrões?
ZACARIAS: E você por acaso tem uma chance melhor de perdão?
BARRABÁS: Perdão? Quem quer o perdão dos romanos? Eu passei minha vida matando romanos, atacando das sombras, esfaqueando quando nem estavam olhando. Não há perdão para mim. Vocês devem aceitar o fato de que são imperdoáveis, assim como eu.
ZACARIAS: Escute, grandalhão, todos fizemos nossa parte contra os romanos. Eu não quero passar minha última hora ouvindo o quanto você é mal.
BARRABÁS: Muito bem. Talvez EU não queira passar a MINHA última hora com dois ladrõezinhos de segunda, malandrinhos que usam a revolução como desculpa para roubar. Talvez eu queira ficar sozinho.
SIMÃO: É... Zacarias? Talvez devêssemos sentar ali no canto.
ZACARIAS: Ele não vai nos machucar. Ele só quer assustar você.
BARRABÁS: Você não parece se assustar fácil. Acho que já encarou a morte antes.
SIMÃO: Zacarias!
ZACARIAS: Talvez não tantas vezes quanto você.
BARRABÁS: Já esteve em uma crucificação?
ZACARIAS: Só quando os ricos estão assistindo.
BARRABÁS: Eu acho que nunca prestou muita atenção nas pobres vítimas da opressão romana penduradas ali, prestou?
ZACARIAS: Por que os vivos deveriam se preocupar com os mortos?
SIMÃO: Ótimo! Vou passar o final da minha vida ouvindo vocês dois tentando ser mais macho que o outro. Quem se importa quem é o melhor criminoso aqui? Vamos morrer logo!
BARRABÁS: A questão é: qual de nós está pronto para morrer?
ZACARIAS: Eu estou pronto!
BARRABÁS: Ótimo, porque os romanos adoram nos ouvir gritar. Eles amam nos ver sofrendo carregando todo o peso daquela travessa da cruz. Eles amam nos ver lutando para respirar, morrendo um pouco a cada respiração que lutamos para fazer.
SIMÃO: Ah, cara...
BARRABÁS: Você vai lhes dar esse gostinho? Você vai gritar como um bom menino?
SIMÃO: Nós podemos ser perdoados!
ZACARIAS: Isso mesmo. Eu tenho muitos amigos lá fora. Eles vão clamar por mim.
BARRABÁS: E quanto ao seu colega aqui? Só um pode sair livre.
SIMÃO: Oh Deus...
BARRABÁS: Encare isso: nós somos imperdoáveis, e sempre seremos. Pelo menos podemos morrer como homens.
GUARDA: (Entrando) Barrabás! Você deve agradecer aos deuses pela sua misericórdia.
BARRABÁS: Eu nunca vou agradecer àquelas estátuas em valor!
GUARDA: Escute, seu lixo sem valor, não se esqueça que você pode ser trazido de volta para cá num segundo se causar problemas de novo.
BARRABÁS: Do que você está falando?
GUARDA: Você está livre. Você recebeu o perdão do Governador Pilatos!
BARRABÁS: O quê?
GUARDA: Você é surdo? Você está livre! Perdoado! Agora tire essa cara feia daqui.
SIMÃO: Oh Deus. Quer dizer que...
BARRABÁS: Parece que terão uma cruz a menos nesta tarde. Lembrem do que eu disse.
GUARDA: Não, eles prenderam alguém ontem. Ele está assumindo o seu lugar.
BARRABÁS: Verdade? Quem?
GUARDA: Aquele rabino, qual o nome dele? Jesus!
SIMÃO: O que ele fez?
GUARDA: Atividades revolucionárias.
ZACARIAS: E o que isso quer dizer?
GUARDA: O que quer que queiramos que seja, Volto para buscá-los em um minuto.
ZACARIAS: Lá se vai nossa última esperança.
SIMÃO: Talvez Jesus...
ZACARIAS: Desista! Barrabás tinha razão. Somos imperdoáveis.
SIMÃO: Eu ouvi desse Jesus...
ZACARIAS: Se Jesus pudesse nos salvar, ele não estaria sob uma ordem de execução.
GUARDA: Está na hora, vamos!

DISCIPULUZINHOS EM UMA AVENTURA NA PÁSCOA


Nesta esquete os três, Disci, Pulu e zinho divertem e animam a plateia, enquanto aproveitam pra falar sobre o significado da páscoa.
OS TRÊS – Bom dia! Em Deus faremos proezas!
DISCI – Sou a Disci, uma menina muito feliz.
Que faz sempre a lição
E a verdade sempre diz.
E com um lindo sorriso..
PULU – Vive comendo giz!!! (gargalhadas)
DISCI – Sem graça...
PULU – Brincadeirinha...
ZINHO – Zinho é o meu nome,
Gosto muito de estudar.
Faço tudo com carinho e dedicação.
PULU – Mas tem um furo no meio do calção! (gargalhadas)
ZINHO – Pulu!
PULU – Brincadeirinha... Eu sou Pulu. Amo Jesus e meus irmãos,
Leio sempre a Bíblia
E sou muito feliz...
DISCI E ZINHO – Mas vive metendo o dedo no nariz... (gargalhadas)
PULU – Não vale! Não vale!
DISCI – Vejam! Quantas crianças!
PULU – Uma mais linda que a outra!!! E aí? Tudo em cima?
ZINHO – É muito bom estar aqui na Igreja de Crianças...
DISCI – A festa hoje está linda!
PULU – Você disse festa? Cadê o Bolo?
DISCI E ZINHO – Pulu!
PULU – Foi mau...
ZINHO – Estamos comemorando a Páscoa!
PULU – Será que horas que vão trazer os ovos de chocolate? Eu quero um ovo bem grandão!
DISCI – Pulu, não acredito, você ainda não sabe o verdadeiro sentido da Páscoa?
PULU – Sei, ou melhor, mais ou menos.
ZINHO – O faraó estava com seu coração endurecido e escravizava o povo de Deus. Através de Moisés, Deus enviou 10 pragas para os egípcios. A décima praga foi a morte dos primogênitos.
DISCI – O faraó deixou o povo ir embora do Egito. Os primogênitos do povo de Deus não foram mortos, pois Deus mandou que o povo passasse sangue de um cordeiro nos umbrais das portas, para protege-los do anjo da morte.
ZINHO – O sangue de Jesus, também nos livrou da morte. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Isso é páscoa! A festa que lembra esses acontecemientos, a libertação do povo de Deus através do sangue do cordeiro. A nossa libertação pela morte e ressurreição de Jesus!
PULU – Que lindo turma! Como Deus é maravilhoso! Eu amo Jesus! Como é que a páscoa foi virar coelho botando ovo de chocolate? Que absurdo!
DISCI – Jesus morreu pelos nossos pecados.
ZINHO – E ressuscitou ao terceiro dia. Hoje é dia de Festa!
PULU – Você disse festa? Cadê o bolo?
DISCI E ZINHO – Pulu!
PULU – Foi mau. Nesta semana, eu quero falar pra todos meus amiguinhos sobre o verdadeiro sentido da páscoa, tenho muitos que ainda não sabem.
ZINHO - Eu também...
DISCI – Zinho, eu tenho uma dúvida, é pecado então comer o ovo de chocolate? Eu ganhei um ovão do meu tio, o que faço com ele?
PULU – Pode me dar essa parada, morô? Eu sei o que fazer com ele...
ZINHO – Não Disci, não é pecado. Você pode come-lo, pecado é trocar o verdadeiro sentido da páscoa por ovo de chocolate. Não precisa jogar o ovo fora, mas não se esqueça de ensinar seu tio o que é a páscoa, ok?
PULU – É o seguinte, pintou um lance aí... precisamos ir.
DISCI – É Verdade, a festa precisa continuar.
PULU – Você disse festa? Cadê o bolo?
DISCI E ZINHO – Pulu!
PULU – Foi mau!
ZINHO – Gente, foi um prazer estar aqui com você...
DISCI – Um grande beijo da turma dos Discipulozinhos.
PULU – E não se esqueçam!
OS TRÊS – Em Deus faremos proezas!
Em Deus faremos proezas!
Em Deus faremos proezas!

Visite os sites do autor. Dicas e exercícios de teatro Baratas de Palco: http://www.baratasdepalco.blogspot.com/


DE QUEM É A CULPA


Jesus Cristo foi crucificado e morto, de quem é a culpa?
Maria busca nesta peça, que acontece num tribunal do Júri, originalmente na Bahia, apurar os responsáveis pela morte de Jesus, seu filho.
Defesa e acusação enfrentam-se, com a participação de algumas testemunhas famosas...
De quem era a culpa?
Local onde ocorre o júri: Posto da Mata - Ba, 1ª igreja Batista Betel,16 de abril de 2006 .
Apresentada agora será a Queixa: Maria mãe de Jesus, filha do Deus Altíssimo, apresentou as seguintes alegações:
MARIA: É preciso que façam justiça, pois Meu filho foi levado à cruz inocentemente, então, certo de que aquela cruz não era dEle, muitos apontaram espadas e o verdadeiro dono da cruz não apareceu. É preciso que ele se manifeste e assuma a sua cruz.
Apresentação das pessoas que estão à mesa:
MERITÍSSIMA: Senhora. Débora,
ADVOGADA DE DEFESA: A Estratégia do Inimigo
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Deus é o Deus da Verdade.
JUÍZA: Damos inicio ao Júri: Que faça entrar o 1º Réu:
SOLDADO: Que entre o 1º Réu: Judas Iscariotes, um dos seguidores de Jesus.
JURAMENTO: Promete dizer somente a verdade e nada mais que a verdade?
JUDAS: Sim, prometo.
JUÍZA: A palavra está com a advogada de acusação.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Obrigado meritíssima. Judas Iscariotes seguidor de Jesus, digamos que um discípulo de gênio diferente, muito diferente. O Que fazia você no meio de Jesus. Por que o seguia?
JUDAS: Eu era um dos seus seguidores, um dos seus discípulos, que contemplava os seus milagres.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Falaste bem, era um dos seus seguidores, pois em seguida o traiu. Teve parte na morte do Cristo.
ADVOGADA DE DEFESA: Protesto Meritíssima.
JUÍZA: Protesto concedido.
ADVOGADA DE DEFESA: Judas foi um dos mais elogiados seguidores de Jesus. Sempre esteve presente no derramar da unção, por isso digo: Que não há culpa alguma sobre ele. Pois quando Jesus disse que um o trairia, Judas o perguntou: Acaso sou eu Rabi? Agora como se explica? Se Judas fosse o culpado ele não perguntaria; Por ventura sou eu Rabi? Ele ficaria quieto, então sendo assim culpa alguma cai sobre meu cliente.
(Todos começam conversar....)
JUÍZA: Ordem no tribunal.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Protesto Vossa Excelência, o argumento da Senhora. adv. De Defesa não é válido.
JUÍZA: Protesto concedido.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Quando Jesus falou que entre eles um O trairia, foi bem claro: O que mete a mão no prato este o trairia. E quem foi que este que meteu a mão no prato?
JUDAS: Há, ele me pegou de surpresa, eu já havia pegado o prato e aí então Ele falou esta frase.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Você acabou de confessar agora que foi você. E não foi só aí que você teve participação neste ato de crueldade, foi comprado por trinta moedas de prata, entregando o mestre e o traiu com um Beijo.
ADVOGADA DE DEFESA: Protesto Meritíssimo.
JUÍZA: Protesto concedido.
ADVOGADA DE DEFESA: A adv. de acusação está deixando o meu cliente nervoso. Está o apontando como total culpado, e sendo assim é preciso ter provas. Obrigado.
JUÍZA: Senhora. Advogada de Ac, apresente a este tribunal a suas provas.
Advogada de AC. : Eu tenho a prova, que, aliás, não está comigo, está com Judas Iscariotes. Judas Iscariotes mostre suas mãos. O que me diz agora? A cruz que Jesus carregou é sua. Os pregos e o sofrimento também são seus. Você teve parte na morte do Messias.
JUDAS: A cruz não é só minha. Não é só minha a culpa, é também do sacerdote Caifás. Ele e os outros sacerdotes me pressionaram a fazer isto me ofereceram dinheiro e eu precisava e peguei. Quem dentre de vocês não precisa de dinheiro?
JUÍZA: Soldados, levem o réu sobre custódia até o fim do julgamento. Para aguardar o veredicto. E que façam entrar o 2º réu:
SOLDADO: Que entre o 2º réu, o sacerdote Caifás.
JURAMENTO: Você promete dizer a verdade, somente a verdade.
CAIFÁS: Sim, prometo.
JUÍZA: a palavra está coma advogada de acusação.
Ad. De. AC: Caifás genro de Anás, Caifás sumo sacerdote em exercício durante o
Ministério de Jesus, Caifás você serviu o governo romano durante quantos anos?
CAIFÁS: Durante 18 anos, o período mais longo de todos sumos sacerdotes.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: O que sugere, então, que você cooperou muito com os romanos.
ADVOGADA DE DEFESA: Protesto meritíssima!
Juíza. Protesto Negado! Pode continuar...
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Obrigada Vossa excelência. Pois bem... É analisando então que cheguei à conclusão que você foi o primeiro a encomendar a morte de Jesus.
CAIFÁS: Fiz isso a fim de salvar a nação.
ADVOGADA DE DEFESA: Meritíssima, protesto ao argumento da advogada de acusação.
JUÍZA: Protesto concedido.
ADVOGADA DE DEFESA: Os líderes Judeus sabiam que se não tivessem Jesus, os Romanos poderiam discipliná-los, Roma deu liberdade parcial aos Judeus, com a condição de serem discretos e obedientes. Os milagres de Jesus Frequentemente causavam grande admiração e alvoroço entre os povos. Os líderes Judeus provavelmente temiam que os desagrados aos romanos trouxessem sofrimento adicional a Israel.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Protesto.
JUÍZA: Concedido.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Os Líderes Judeus prenderam Jesus sob um pretexto teológico, A BLASFÊMIA, Mas o tribunal romano certamente recusaria esta acusação, inventaram uma razão política para justificar a sentença de morte. A estratégia era apontar Jesus como um rebelde que afirmava ser o rei dos Judeus, portanto, representava uma ameaça para César. Sendo assim você teve participação na morte do Messias. A cruz também é sua...
CAIFÁS: Minha , porque minha? Posso até ser preso, mas não vou sozinho, a culpa é mais de Barrabás que minha, pois ele era um grande pecador e a cruz era Dele e Jesus que foi no lugar dele.
JUÍZA: Soldados levem o réu sobre custódia até o fim do julgamento. Para aguardar o veredicto. E Que faça entrar o 3º réu.
SOLDADO: Que entre o 3º Réu: Barrabás.
JURAMENTO: Promete dizer a verdade, somente a verdade?
BARRABÁS: Sim. Prometo.
JUÍZA: A palavra esta com a Advogada de AC.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Barrabás havia tomado parte de uma rebelião contra o governo romano. Embora inimigo de Roma, talvez fosse um Herói para os Judeus, boa estratégia Não?
ADVOGADA DE DEFESA: Protesto.
JUÍZA: Concedido.
ADVOGADA DE DEFESA: A Advogada de Acusação está massacrando o caráter do meu cliente.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Protesto.
JUÍZA: Protesto negado. Prossiga...
ADVOGADA DE DEFESA: Eu declaro o meu cliente inocente, pois se ele merecesse aquela Cruz, ele estaria nela e o povo conhecia o coração de Barrabás e sabia que ele era bom.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Protesto.
JUÍZA: Protesto concedido.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Um Herói para os Judeus, mas ironicamente, Barrabás também foi culpado do crime com o qual acusavam Jesus. Por isso, pelos seu atos, entendemos que aquela cruz era também sua.
BARRABÁS: Eu não tenho Culpa pelo sangue derramado e muito menos pela vida que ocupou aquela cruz. A culpa é dos soldados, eles que mataram Jesus.
JUÍZA: Soldados, levem o réu sobre custodia até o fim do julgamento. Para aguardar o veredicto. E façam entrar o 4º réu.
SOLDADO: Que entre o 4º Réu: O soldado Romano.
JURAMENTO: Promete dizer a verdade somente a verdade?
SOLDADO ROMANO: Sim. Prometo. ( Conversam)
JUÍZA: Ordem no Tribunal!!!, Advogada De Acusação está com a palavra.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Um batalhão correspondia a uma divisão da legião Romana, com aproximadamente 200 soldados.
Sabe-se que você tirou as roupas de Jesus e lançou sorte para dividir as vestes entre vocês.
ADVOGADA DE DEFESA: Meritíssima, protesto, mas o que é isto.
JUÍZA: Concedido.
ADVOGADA DE DEFESA: A Doutora está dando certezas sem provas e isto é inaceitável.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Protesto.
JUÍZA: É real o fato que diz a advogada de defesa, apresente a sua prova doutora!
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Sabe-se que Jesus foi cruelmente açoitado pelos soldados. Apresente a prova que está atrás de você Soldado, pois bem excelência, foi com este chicote que ele usou para o açoite, esse que consiste em quatro bolas de chumbo, que estão unidas a um cabo de madeira por meio de cadeias. Cada bola mede uns 2 cm de diâmetro, dos quais sai pequenos aguilhões de ferro em todas as direções.
O açoitamento não somente rasgava a pele, mas destroçava os músculos e os tecidos.
Soldado Romano: Se fiz tudo isto não foi porque eu quis, tinha uma força, bem uma força, bem forte que me dominou, bem... Eu posso chamar esta força de... Sim... Satanás, foi satanás que teve a culpa.
Juíza; Soldados levem o réu sobre custódia até o fim do julgamento. Para aguardar o veredicto. E que entre o 5º réu.
SOLDADO: Que entre o 5º réu; SATANÁS
JURAMENTO: Promete dizer somente a verdade.
SATANÁS: Claro que sim!!!!
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Mas o que é isso? De acordo com o artigo de João, do capítulo 8 do parágrafo 44, Satanás é mentiroso e o pai da mentira.
JUÍZA: Por favor, mantenham a calma; Ordem no tribunal.
SATANÁS: Aiaiaaiaiai. O que eu vim fazer aqui? Eu já vou logo avisando, eu não tenho nada a ver com isso, confesso que até estive lá pra dar uma olhadinha... mas nisto eu não tenho culpa, fui logo tentar outras pessoas.
JUÍZA: Ordem! A palavra está com a advogada de acusação.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Você teve culpa, pois teve parte influenciando as pessoas a seguirem um rumo incorreto.
SATANÁS: Presta atenção no que eu vou dizer a você, e a todos vocês que estão aqui. Se...Naquele dia coloquei Jesus em um alto e sublime trono lá no deserto e disse a ele que daria todas as nações, se tivesse aceitado nada disso teria acontecido. Mas Ele quis assim, assim seja! Eu já estou cheio, tudo é culpa minha! Eu to nem aí. Deu brecha eu entro mesmo. Eu só fico rodeando, rodeando....Surgiu um oportunidade. Eu to dentro!Agora dizer que a culpa é minha é exagero. Vê se fui eu quem deu a ordem principal para matar Jesus. Meu nome é Lúcifer e não Pôncio Pilatos.
JUÍZA: Soldado levem o réu sobre custódia até o fim do julgamento. Para aguardar o veredicto. E que entre o 6º réu.
SOLDADO: Que entre o 6º réu: Pôncio Pilatos.
JURAMENTO: Promete dizer a verdade, somente a verdade.
PÔNCIO PILATOS: Sim, Prometo.
JUÍZA: A palavra está com a advogada de acusação.
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Pôncio Pilatos, onde você enxerga a sua culpa.
PÔNCIO PILATOS: Eu! Nenhuma culpa cai sobre mim, porventura esqueceu(Advogada Acusação Interrompe)
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Nenhuma culpa cai sobre você? Você autorizou a crucificação de Jesus. A cruz também é sua.
ADVOGADA DE DEFESA: Protesto Vossa Excelência.
JUÍZA: Concedido.
ADVOGADA DE DEFESA: Ora, Era por ocasião da festa de páscoa ele costumava a soltar um preso escolhido pelo povo, se eles escolheram a Barrabás a culpa não é do meu cliente.
Explica-nos o acontecimento.
PÔNCIO PILATOS: Como disse a minha advogada, faço as palavras dela as minhas. Eu apresentei ao povo os dois presos, e o povo escolheu que soltassem Barrabás e crucificassem Jesus. Sendo assim a Cruz não é minha, e sim do Povo.
ADVOGADA DE DEFESA: Obrigado. Eu tenho a prova de que meu cliente é inocente. Aqui está o recipiente onde ele lavou suas mãos mostrando um ato de inocência. Sem mais.
JUÍZA: Advogada De Acusação Tem algo a dizer.?
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Sim. Obrigado Meritíssima. Pilatos deixou que a multidão tomasse a decisão de crucificar Jesus. Embora tendo lavado as mãos para indicar sua Inocência, Sua culpa permaneceu. Tal atitude diante de uma situação difícil não isenta uma pessoa de sua responsabilidade, nem da culpa por errar ou consentir com o erro, apenas dá uma falsa sensação de paz.
Sendo assim, não invente desculpas, assuma responsabilidade por suas decisões. Sem mais. Obrigado meritíssima.
JUÍZA: Soldados levem o réu sobre custódia até o fim do julgamento. Para aguardar o veredicto. A Senhora Advogada De Def. e Advogada De Acusação terão 2 minutos para encerrar a sua participação neste Tribunal.
ADVOGADA DE DEFESA
Vossa excelência, senhores jurados e aos demais presentes... Diante das alegações aqui apresentadas, venho complementar meus argumentos diante deste Tribunal. De todos os depoimentos aqui declarados, eu posso afirmar, com toda convicção, que os meus clientes são inocentes.
Judas Escariotes era um grande servo do senhor, era um de seus discípulos, que tinha uma vida mais... digamos que..SANTA, diante de Deus. Se fez tudo o que fez foi por amor a Cristo. A Intenção de Judas era construir um templo para Jesus com as 30 moedas de prata. Por isso declaro que o meu cliente é inocente.
Caifás era um grande Religioso, por isso o declaro inocente, pois fez tudo a fim de salvar a nação, o próprio Cristo disse que viriam falsos profetas ele não tinha como discernir...
Barrabás um herói... Ele tirava dos ricos para dar aos pobres, não há mais nada a dizer, pois ele é totalmente inocente.....
Os soldados zelavam para o bem do povo e Jesus se revelou de uma forma rebelde, dizendo ser o Rei dos Judeus e coube a eles prender esse rebelde que causava alvoroço entre os povos.
Satanás, Coitado!! Culpa nenhuma recai sobre o meu cliente... Se o Próprio Deus deu o livre Arbítrio. Fica claro o meu cliente não influenciou ninguém.
Pôncio Pilatos, ao meu cliente não tenho o que dizer. Não enxergo culpa nenhuma sobre ele. Eu o declaro totalmente inocente.
Sem mais excelência Obrigado!
ADVOGADA DE ACUSAÇÃO: Vossa Excelência, senhores jurados, minha cara companheira advogada de defesa, demais presentes...
Estou perplexa diante destes argumentos totalmente sem nexo. Agora analisem a realidade dos fatos.
A Doutora argumenta a situação de Judas usando uma estratégia sem lógica. Se Judas realmente quisesse construir um templo, teria feito! Pergunto a todos aqui presentes: Existe algum templo construído por Judas?
Caifás um religioso? Se ele realmente fosse um religioso saberia que Jesus era o messias enviado. Digo a todos...Caifás vivia de aparência para ter uma posição diante da sociedade romana. Foi um bom pretexto dizer que foi a fim de salvar a nação...foi uma boa saída para quem não quer carregar sua cruz....
Barrabás um herói???? Sim, um herói para aqueles que não quiseram carregar sua cruz...
EU não aceito o argumento de que os soldados sejam inocentes eles trataram Jesus de forma irônica, eles debocharam do mestre. Dizer que Jesus era um rebelde foi a estratégia para ensanguentarem Jesus.
Satanás! Faça-me o favor? É mais do que obvio que Satanás induziu o povo. Jesus havia operado milagres em muitas vidas que estavam ali presentes. Já era de se esperar, ele é invejoso, é o que mais ganharia com a morte de Cristo... É o que ele pensava... Digamos que 95% da culpa é dele.
Pôncio Pilatos, não há como declará-lo inocente, um procurador romano que teria o dever de tomar a decisão e que no entanto deixou que o povo a tomasse. Quanta ignorância!
Todos se Declaram inocentes. Mas tenho a certeza de que dentre estes acusados existe o total culpado. Para aquela cruz existe um dono, para o cravos e as chibatadas existe um corpo. Então que apareça o verdadeiro dono da cruz. Obrigada Meritíssima.
JUÍZA: O Júri terá a pausa por alguns instantes, em seguida será dado o veredicto.
( As pessoas começam a acusar todos os réus, e o réus acusam – se entre si.).
SOLDADO: Ordem!! Chegou a hora do veredicto a Senhora Meritíssima Débora, vai dar a palavra final.
JUÍZA: De acordo com as provas apresentadas e com os argumentos os Senhores Jurados chegaram a conclusão que:
Ao tomar a nossa natureza o salvador ligou-se a humanidade por um laço que jamais se partirá, Ele estará ligado a nós por toda a eternidade.
Ele realmente foi levado a uma cruz que não era dele. Quando o pai disse que estava em seus planos de redenção, logo, Jesus teria que carregar uma cruz que não era dele.
E Assim o fez...
Jesus em agonia no Getsêmane. Suou com gotas de sangue, orou intensamente ao pai que lhe desse forças para cumprir o plano, logo chegou Judas e o traiu, ela já sabia disso...Foi levado pelos soldados, a mando de Caifás, com ordem de Pôncio Pilatos, juntamente com Barrabás apresentado ao povo este que possuídos por satanás tomaram a decisão de crucificá-lo.
Inocentemente ele levou sobre si dores que não eram suas..Pregos que não eram seus...Ele sofreu todo o tempo calado, foi humilhado por todos....motivo de deboche de muitos...Foi cruelmente açoitado, a ponto de destrocar sua carne e a marca de seu sangue ficava por onde ele passava, mesmo sem forças Ele foi obrigado a levar aquela cruz a qual ele não aguentava, seus pés arrastavam – se sobre as pedras..e de instantes em instantes ele caia com o peso da cruz nas suas costas, e durante todo este caminho. Ainda sendo chicoteado, subiu um monte inteiro com um peso sobre-humano, pois se encontrava fraco devido ao açoite, e como se isso não bastasse, esticou os seus braços e pés e pregaram-no na cruz.....
A dor deveria ter sido insuportável, ele entrou em sincope de Tanta dor, mas mesmo sabendo que ele não merecia aquela cruz ele permaneceu quieto.
Foi pela sua humildade e comunhão com a Pai que ele demonstrou amor Incomparável.
Ao assumir a Natureza humana estava sujeito a cair em pecado, todavia não cometeu pecado algum se ele não cometeu pecado algum entendemos que aquela cruz não era dele. A cruz é do POVO. Então que prenda o POVO!!!
E DEPOIS TODOS VÃO PRESOS. O povo foi culpada pela morte de Jesus.
Ministério Teatral Kades da 1ª Igreja Batista Betel em Posto da da Mata, Bahia
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